Algoritmo do Facebook muda (de novo). E a estratégia de Inbound, como fica?

Saiba como não perder território na rede social agora que as publicações de amigos e familiares ganharam mais prioridade.

Quando Zuckerberg criou o Facebook de dentro do seu dormitório em Harvard, a intenção era ter um canal online onde as pessoas pudessem se relacionar com seus contatos e compartilhar o que acontecia em suas vidas. Mas, isso passou a ser o que menos se faz na rede social, já que é costume entrar no Facebook para compartilhar alguma notícia, artigos que achamos interessantes ou spoilers do último episódio da série do momento.

Ao perceber isso, no final de junho Zuckerberg e equipe anunciaram uma nova mudança no algoritmo do feed de notícias do Facebook, o EdgeRank. Agora, a prioridade é exibir na linha do tempo dos usuários publicações feitas por amigos e familiares. Ou seja, ainda que um mesmo conteúdo seja publicado por um perfil ou por uma página, o algoritmo do Facebook irá priorizar o perfil.

O que se pretende com essa mudança é resgatar o aspecto “social” da plataforma, que foi o que motivou a sua criação. É fato que muita gente não deve estar muito feliz em saber que vai ver mais postagens daquela tia que costuma publicar piadas de gatinhos. Mas, por trás de tudo isso, o que o Facebook quer é priorizar a experiência pessoal do usuário na rede.

Mas, e como ficam as milhares de empresas no mundo todo que utilizam o Facebook na sua estratégia de Marketing Digital? Diversos clientes vêm nos perguntar se ainda vale a pena investir na rede social como um canal de Inbound Marketing.

Se o Facebook estiver entre as principais fontes de tráfego do seu site, a resposta é sim. Mesmo com a mudança, as pessoas continuarão utilizando a plataforma para se relacionar com as marcas e assuntos que lhe interessam. Entretanto, uma novidade como essa exige que a estratégia de atuação na rede seja reavaliada, pois a forma como o seu público interage com o conteúdo provavelmente irá mudar.

Além disso, sabemos que nada no mundo dos negócios é feito de forma aleatória. Essa também é uma forma do Facebook incentivar as empresas a utilizarem de forma mais ampla as ferramentas que eles oferecem. É o caso dos anúncios e de recursos como o Live, que permite transmitir e gravar ao vivo vídeos que as pessoas comentem em tempo real. O que também não deixa de ser uma boa oportunidade de gerar relacionamento com o público.

É preciso lembrar que para as empresas o Facebook é uma ferramenta de mídia. Ou seja, não é muito interessante para eles que você se aproveite da audiência do canal sem dar algo em troca, não é mesmo? De qualquer maneira, com o acesso de um bilhão de usuários e a segmentação que ele oferece, vale pensar duas vezes antes de descartar o canal.

Como não se perder no meio do caminho

Você já estava rodando a sua estratégia direitinho e logo agora o Facebook faz essa mudança.

Normal. Trabalhar com estratégias digitais significa ser flexível e aberto para se adaptar ao novo sempre, o que na maioria das vezes traz oportunidades bem interessantes. Para se ajustar a esse novo modelo sem prejudicar o plano de Marketing Digital, algumas atitudes são fundamentais, como:

  • Reavaliar o papel do Facebook na estratégia: em um planejamento de Inbound, os canais de comunicação funcionam de forma integrada. A mudança de posicionamento em um deles pode impactar todos os demais. Por isso, reavalie se o seu sistema atual de comunicação ainda faz sentido, principalmente se o Facebook tem um papel central na estratégia. Veja como está a sua estratégia de comunicação no Raio-X de Marketing;
  • Adaptar a estratégia de conteúdo: a tendência é que o alcance dos posts das fan pages diminua um pouco mais e, consequentemente, os seus seguidores podem ser menos impactados pelas publicações. Como agora o que terá mais valor é o que é publicado no círculo de amizades dos usuários, o seu conteúdo precisa ser digno de ser compartilhado. Em mudanças anteriores, a Folha de São Paulo, por exemplo, conseguiu manter um tráfego estável vindo do Facebook ao combinar as notícias que eles compartilhavam com as que os leitores e fãs compartilhavam. Esse é o mundo ideal. Mas, para que isso aconteça é indispensável que o conteúdo tenha qualidade, relevância e faça com que o usuário se identifique com ele;

  • Apostar em variedade: é importante enriquecer o conteúdo oferecido ao público e deixá-lo mais interativo com vídeos, links, gráficos. Pesquisas apontam que a taxa de engajamento orgânico por vídeo é bem maior do que a de outros formatos. E como o Facebook está incentivando o uso do Live, essa é uma boa maneira da sua marca anunciar o lançamento de um produto, por exemplo. Ao rodar ao vivo, esse formato gera de 10 a 20 vezes mais engajamento do que vídeos que são previamente gravados;

  • Investir em anúncios: mesmo com a mudança, as campanhas de Social Ads no Facebook continuam funcionando da mesma forma. Como uma tendência é mostrar cada vez menos conteúdo gratuito na página, os anúncios precisam ser mais assertivos e segmentados de acordo com o perfil do usuário;

  • Realizar o monitoramento frequente: analise e corrija a sua estratégia de Inbound Marketing quantas vezes forem necessárias. Dessa forma você não perde tempo em ações que não dão mais resultado. Observe como está o comportamento do seu público no Facebook depois da mudança, principalmente quanto à interação e engajamento com cada formato de conteúdo.

    Novidades como essa nos incentivam a sair da zona de conforto. E o recado que o Facebook quer dar nesse momento é nunca nos esquecermos de que o foco das ações deve estar, primeiramente, no usuário.

    Quer ajuda para ajustar a sua estratégia a esse novo cenário? Vamos conversar!

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